
Ouço o sussurro suave do som,
sinto sóbrio o sabor, sol sustenido.
O sensível sacia o insaciável.
Metáfora mítica:
algo invisível que mata minha fome,
molha minha sede.
Maravilha imortal que mexe muito,
mima a mente machucada,
mente um mundo melhor.
O regente recalcado ruge
e a batuta rasga o ar,
rompe-se a calmaria
e os violinos choram feito mãe que perde o filho.
Vagaroso vício voraz,
vou vendo com ouvidos
as imagens mais agudas
tantas cores vivas, vívidas pinturas
ofuscam o meu coração.
Confusão dentro de mim,
uma gota da minha alma
salta pelos olhos,
desliza na minha carne
mas meus poros a bebem sem pressa.
Recomponho-me com esta
e outras partes de mim
que haviam se partido.
Estou vivo novamente.
Assonâncias, metáforas, sinestesias, musicalidade e afins em um belo processo de depuração do ser!
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